Bem, como puderam perceber, o intuito deste blog é incentivar a cada que por aqui passar a lutar e buscar fazer valer os seus direitos.
Sei que não é fácil e digo por experiência própria, já que há mais de 5 meses luto em busca de Justiça.
É um caminho árduo que requer muita determinação, paciência, persistência e, acima de tudo TEMPO, porque a canseira é grande (principalmente por parte dos órgãos públicos).
A falta de vontade daqueles que devem dar a resposta aos nossos reclamos é enorme e, quando não, fazem de tudo para que desistamos de lutar.
Vivemos num país onde o antigo "o mundo é dos espertos" infelizmente ainda prospera.
Mas é preciso ser persistente e não desistir, ultrapassar todos os obstáculos e mostrar que nossos direitos devem ser respeitados.
Acompanhamos diariamente nos noticiários os desmandos e deboches das maiores autoridades do País; os que deveriam dar o exemplo de cumprimento das leis são os primeiros a sapatearem em cima delas; até mesmo a Constituição Federal - nossa Lei Maior - é descaradamente por eles desrespeitada.
Nem por isso devemos nos esmorecer e deixar que abusem de nossos direitos. As leis existem e devem ser cumpridas. Cabe a cada um de nós exigir esse cumprimento.
Como relatado nas minhas boas vindas, o que me fez levantar essa bandeira foi a péssima experiência vivida por mim e minha mãe junto ao Hospital Anchieta em decorrência de uma cirurgia de catarata.
Apenas para que entendam um pouco o que ocorreu, faço abaixo um pequeno resumo dos principais fatos ocorridos nestes 5 meses que se passaram desde a cirurgia.
Minha mãe participou do mutirão da catarata em realização desde outubro de 2010 numa parceria entre a Prefeitura de São Bernardo do Campo/SP e o Hospital Anchieta.
Foi internada em duas oportunidades. A primeira em 11 de outubro de 2010 quando não foi possível colocar a lente. A segunda em 4 de dezembro de 2010 para finalmente concluir o procedimento.
Nestes 5 meses de acompanhamento, desde às cirurgias aos retornos ambulatoriais, percebi o quão precário e sofrível é o atendimento aos munícipes. Frise-se, munícipes estes, 99% de IDOSOS.
O sofrimento se inicia desde a internação, pela quantidade de pacientes agendados para serem operados num mesmo dia.
E depois, estes mesmos pacientes, agendados para retornos em consultas, todas elas marcadas para o mesmo horário, normalmente as 13:00 horas, que são atendimento por ordem de chegada.
Muitos vêm de longe, chegam cedo para serem atendidos no primeiro horário, porém amargam longa espera, já que, por muitas das vezes, o médico somente chega por volta das 14:00 horas.
As instalações do ambulatório, situado na Rua Fioravante Demarchi, não comportam a quantidade de pessoas – repita-se IDOSOS, que por lá passam, normalmente com um acompanhante.
As pessoas e pacientes se revezam nas cadeiras, muitos aguardam ao lado de fora do ambulatório, sentados na mureta ou nas calçadas.
O atendimento aos pacientes é simultâneo, dois ou três numa mesma sala.
Ora, é fato que todo e qualquer paciente quando vai em busca de atendimento médico é porque está com algum problema. E, normalmente está sensibilizado com a auto-estima baixa e o que ele espera do profissional é um atendimento humanitário e a resposta para suas aflições.
Todavia, não é esse o atendimento dispensado aos pacientes do mutirão da catarata. Os médicos não têm paciência e condições para dar um atendimento digno.
O ritmo frenético com que a equipe médica trabalha é desumano. Mas não que isso venha isentá-los de culpa, já que, profissionais que são e; pelo juramento firmado; não deveriam submeter-se a trabalhar naquelas condições.
O que eu espero com todos os procedimentos por mim provocados junto à todos os órgãos procurados é um compromisso público da Prefeitura de São Bernardo do Campo na melhoria no atendimento aos munícipes para que casos como o da minha mãe não venham mais ocorrer.
A imprensa em São Bernardo do Campo não é imparcial e não me dá ouvidos.
Por isso não restou-me alternativa senão iniciar essa luta e, para isso, conto com cada um de vocês!!!
Nas próximas postagens atualizarei o andamento de cada um dos requerimentos por mim postulados junto a Ouvidoria do SUS, Ministério Público e Conselho Regional de Medicina.
Até lá.
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